Um dia, disseram-me que o amor é uma colisão entre duas pessoas que estão numa mesma rota; destino. Não sei, leitor, se concordas com o que vou falar-te, mas não sou adepto da possível existência de amores múltiplos; entendo que haja um só amor dentre inúmeras paixões.
O real amor é aquele que te faz enxergar os defeitos do seu par como a maior prova de sua identidade humana, pois sem estes, teu par seria a perfeição inexistente no mundo e tu não serias digno de tê-lo ao teu lado. O real amor não é possessivo; não existem dois, mas apenas um.
Qualquer outra paixão pode proporcionar-te a sensação do amor, mas não quer dizer que seja verdadeira. Quando se ama, qualquer coisa é comparada ao teu par e, por mais que detenha adjetivos exclusivos, nada se compara com a pessoa que detém teu coração, leitor.
Amor é doce, calmo e cruel. É único; único. Também eterno, enquanto durar, mas eterno. É antiquado nos tempos de hoje, mas não há definição justa. O que tu estás a ler é um humilde pensamento do poeta que engatinha nos campos da filosofia, mas que não escreve com a razão, sim com a emoção.
Imaginas que sentes; que vives teu amor, não te julgo. Oxalá tivesse eu a resposta desse enigma. Entretanto, a crueldade do amor é tamanha que só nos damos contas que vivemos o verdadeiro quando este chega ao seu fim; só então conseguimos "entendê-lo".
Para que se entenda esse sentimento docemente amargo, é preciso vivê-lo e neste caso, viver compreende todas as suas etapas e a mais difícil destas, de fato, é o fim; mas quem pode dizer que deixou de amar? Até mesmo o ódio é uma forma de amar, embora seja o estado de doença crônico do amor.
- A. Pacheco.
O real amor é aquele que te faz enxergar os defeitos do seu par como a maior prova de sua identidade humana, pois sem estes, teu par seria a perfeição inexistente no mundo e tu não serias digno de tê-lo ao teu lado. O real amor não é possessivo; não existem dois, mas apenas um.
Qualquer outra paixão pode proporcionar-te a sensação do amor, mas não quer dizer que seja verdadeira. Quando se ama, qualquer coisa é comparada ao teu par e, por mais que detenha adjetivos exclusivos, nada se compara com a pessoa que detém teu coração, leitor.
Amor é doce, calmo e cruel. É único; único. Também eterno, enquanto durar, mas eterno. É antiquado nos tempos de hoje, mas não há definição justa. O que tu estás a ler é um humilde pensamento do poeta que engatinha nos campos da filosofia, mas que não escreve com a razão, sim com a emoção.
Imaginas que sentes; que vives teu amor, não te julgo. Oxalá tivesse eu a resposta desse enigma. Entretanto, a crueldade do amor é tamanha que só nos damos contas que vivemos o verdadeiro quando este chega ao seu fim; só então conseguimos "entendê-lo".
Para que se entenda esse sentimento docemente amargo, é preciso vivê-lo e neste caso, viver compreende todas as suas etapas e a mais difícil destas, de fato, é o fim; mas quem pode dizer que deixou de amar? Até mesmo o ódio é uma forma de amar, embora seja o estado de doença crônico do amor.
- A. Pacheco.

Meu Deus, como escreves tão bem???
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