sábado, 1 de maio de 2010

Santa Ironia

Não interprete a situação de teus tormentos como o final de tuas esperanças, entenda que se vos deixo é porque minha vontade é superior à tua. Minha liberdade plena permite que eu me ausente de tua presença a partir do momento que assim eu quiser.
A vida continua engraçada como sempre foi; ontem era eu quem padecia sob as tuas ordens, mas, com o tempo, aprendi a controlar-me. Já tenho o antídoto do teu veneno. Ainda assim, não deixo de querer-te bem - ou melhor, não te quero mal -, a prova disso é que, hoje, enquanto sofres o que eu supostamente sofri, podes contar com a minha misericórdia, mas só com esta; não me peça mais que isso.
Sempre foste iludida pela história da Humanidade, não és a rainha do Universo que pensas ser. Creio que é justo o que se sucede. Imagines o desequilíbrio que tomaria o planeta se vós, mulheres impuras, fossem todas governantes. Utilize do teu bom-senso para entender o quete digo. Não entenda como um julgamento machista, pois se somente nós exercessemos nossas influências, o planeta seria igualmente caótico. Ninguém é santidade; ninguém é rei e rainha.
Mereces estas dores, mas juro não machucar-te (tanto). Aliás, nada farei; o desprezo age por si próprio.

- Ivan Bayer (pseudônimo).

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