domingo, 13 de dezembro de 2009

Quatro Estações

Bom, começou como num verão: curtição, sol, felicidade. Nada de sentimentos fortes ou qualquer preocupação; a luz do sol, tocando as águas do mar junto à brisa do vento é algo indescritível como as trivialidades do que se sucedia, mas nada fazia alusões a sentimentos. A convivência foi tornando tudo mais forte, já olhava com outros olhos; mas o tal verão chegava ao fim.
Chega o outono, é hora de colher o que foi plantado mesmo que pouquíssima coisa tenha sido plantada. É necessário organizar todos os suprimentos e fazer uma média para conseguir ultrapassar o tempo ruim. As folhas caem e a evidência de que o futuro próximo não é tão bom quanto a época que passou se torna mais presente. O inverno está batendo na porta, o que foi conseguido durante o outono é a única coisa que se pode contar durante essa estação gelada.
O inverno pode acabar com qualquer felicidade, tornando-a de fato fria. Mas o que não podemos deixar é a vontade de seguir em frente, ultrapassando obstáculos; mãos amigas podem te ajudar e rasteiras inimigas podem acontecer; mas tudo isso aparece pra testar o fato; pra ver se é realmente isso que queremos. Durante o inverno, tudo o que se pede é que chegue logo a primavera.
A estação do final feliz; é esta que espero. Ao sentí-la forte dentro de si, é possível sentir o coração inundando de emoção; ouvir a melodia predileta dos apaixonados; é hora de apreciar o que a vida tem de melhor. Se o Grande Arquiteto Universal nos deu esta estação sem nenhuma escritura, apenas para que fosse apreciada e descrita de forma individualmente única, quero tu, caro leitor, faças isto. Posso apenas dizer que a primavera é... tão linda.

- A. Pacheco.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

De Olhos Atentos

Mas é assim que as coisas acontecem: um dia comum e você encontra o que sempre estava lá porém jamais havia sido descoberto. Algo que pode estar lá há dias ou há anos, mas você nunca deu valor ou nunca percebeu.
Acontece que um dia, em meio a despedidas você percebe que algo ainda falta ser resolvido, mas também sabe que agora não há nada que se possa fazer a não ser esperar que o futuro faça algo ou lhe dê alguma luz.
Rapidamente, você enxerga alguns momentos que parecem ser triviais, mas foram de extrema importância na sua vida; ou momentos que foram oportunidades perdidas... oportunidades de quê? É, ainda não havia notado o que sempre estava ali, bem ali.
Interessante. Essas jogadas da vida, cúmplice do coração, sempre nos deixam bobos com o seu potencial; surpresas provenientes do que até então era apenas trivialidade. Ah, consegue sentir o sarcasmo?
Nunca se sabe o porquê deste fato vir à tona somente agora, mas a resposta é relativamente simples: só agora foi observado com os olhos atentos. Antes não fora procurado, nem mesmo agora; mas isso tende a acontecer, aparece.
Aliás, como aparece... cabe a nós ficarmos sempre de olhos atentos - ou não - para estas armadilhas que são demasiadamente perigosas. Mas se nada disso faz sentido pra você, é porque não está lendo com os olhos atentos.

- A. Pacheco.