O que eu sinto hoje é uma espécie de suave preservação de sentimento para depois tentar destruí-lo. E este teve início de uma forma que vou tentar descrever.
Cheguei. Fui seguindo a trilha que fora traçada segundos ou frações de segundos antes. Alguns diálogos surgiram e meus interlocutores tornaram-se companhia. Continuamos a andar até chegarmos em um local comum para nós, porém hesitei. Ouvi risinhos atrás de mim que logo ignorei como se fossem tentativas de desviar minha atenção.
Senti que uma pessoa que estava comigo também hesitou, mas algo deve ter dito em sua mente: vá em frente. Sei pois ouvi algo semelhante. No entanto, foi ela quem tomou a iniciativa primeiro; fiquei atrás, refletindo sobre nada. Enfim, decidi continuar.
Subi escadas, aqueles degraus seriam cúmplices do que crime que estava por vir. Lembro bem que era uma tarde de sexta-feira e este fato indicava que o fim-de-semana não seria fácil. Continuando, estávamos meio espantados com toda aquela avalanche de acontecimentos simultâneos e triviais - seriam mesmo, triviais? - Ao fim das escadas, sentei-me e fiquei a pensar comigo mesmo "o que há de acontecer após isto tudo?". Mal sabia que minha condenação estava próxima.
Compreendia que faria algo ali, mas também sabia que não o faria sozinho. A consciência já apontava para a consumação do ato e, passo a passo, fomos nos aproximando do local já determinado; diante das grades. Estas mesmas grades que simbolizariam a minha prisão. Nos olhamos, hesitamos mais uma vez e decidimos executá-lo. Aproximei-me da cúmplice e fechei os olhos, segundos... sem barulho; estava feito, missão cumprida.
Hoje, escrevo esta confissão colocando em evidência o meu estado de prisioneiro; prisioneiro deste amor que começou com aquele beijo diante das grades... aquelas malditas - ou benditas - grades.
- A. Pacheco.
Cheguei. Fui seguindo a trilha que fora traçada segundos ou frações de segundos antes. Alguns diálogos surgiram e meus interlocutores tornaram-se companhia. Continuamos a andar até chegarmos em um local comum para nós, porém hesitei. Ouvi risinhos atrás de mim que logo ignorei como se fossem tentativas de desviar minha atenção.
Senti que uma pessoa que estava comigo também hesitou, mas algo deve ter dito em sua mente: vá em frente. Sei pois ouvi algo semelhante. No entanto, foi ela quem tomou a iniciativa primeiro; fiquei atrás, refletindo sobre nada. Enfim, decidi continuar.
Subi escadas, aqueles degraus seriam cúmplices do que crime que estava por vir. Lembro bem que era uma tarde de sexta-feira e este fato indicava que o fim-de-semana não seria fácil. Continuando, estávamos meio espantados com toda aquela avalanche de acontecimentos simultâneos e triviais - seriam mesmo, triviais? - Ao fim das escadas, sentei-me e fiquei a pensar comigo mesmo "o que há de acontecer após isto tudo?". Mal sabia que minha condenação estava próxima.
Compreendia que faria algo ali, mas também sabia que não o faria sozinho. A consciência já apontava para a consumação do ato e, passo a passo, fomos nos aproximando do local já determinado; diante das grades. Estas mesmas grades que simbolizariam a minha prisão. Nos olhamos, hesitamos mais uma vez e decidimos executá-lo. Aproximei-me da cúmplice e fechei os olhos, segundos... sem barulho; estava feito, missão cumprida.
Hoje, escrevo esta confissão colocando em evidência o meu estado de prisioneiro; prisioneiro deste amor que começou com aquele beijo diante das grades... aquelas malditas - ou benditas - grades.
- A. Pacheco.
