Prestes a ir embora, achei conveniente visitá-la uma última vez. Seria a noite de minha redenção, afinal era provável não mais vê-la. Não entendo como, mas ela sabia que eu iria visitá-la. Cheguei a pensar que ela pudesse controlar minha mente. A prova disso é que a mesa estava posta para dois, velas eram a única iluminação; em outra ocasião, julgaria um ambiente clichê, mas o real era surpreendente.
Provocante - como sempre -, pôs-se em um vestido negro que alinhava-se às suas curvas de Vênus. As unhas tingidas de vermelho forte contrastavam com sua pele clara. Igualmente sensual estava a sua boca macia. O perfume... Hm! O perfume... Este me levava a outros mundos quando meus olhos se fechavam.
Um jantar sofisticado, conversa amiga e casual. Um bom vinho chileno... outro argentino... um terceiro italiano e, por fim, o Porto tradicional. A música agora já era ignorada, assim como qualquer ruído externo. Por mais que a visibilidade estivesse distorcida pelo álcool, nossos olhos conversavam por própria vontade.
À porta, a despedida seria como qualquer outra, mas não fora: um último olhar e o beijo. Meus instintos tomaram conta da situação; o frenesi tomou posse dos dois. Rápido foi encontrar a cama, que serviu de palco para nossa apaixonada perfomance. O Dois transformou-se em Um. O torpor era o titeriteiro. O prazer, mútuo.
Quando, enfim, veio a lucidez, esta trouxe junto a iminência da separação. Mas agora a consciência havia me libertado para tomar meu rumo. O ofício de amante havia sido devidamente executado.
- A. Pacheco.
Provocante - como sempre -, pôs-se em um vestido negro que alinhava-se às suas curvas de Vênus. As unhas tingidas de vermelho forte contrastavam com sua pele clara. Igualmente sensual estava a sua boca macia. O perfume... Hm! O perfume... Este me levava a outros mundos quando meus olhos se fechavam.
Um jantar sofisticado, conversa amiga e casual. Um bom vinho chileno... outro argentino... um terceiro italiano e, por fim, o Porto tradicional. A música agora já era ignorada, assim como qualquer ruído externo. Por mais que a visibilidade estivesse distorcida pelo álcool, nossos olhos conversavam por própria vontade.
À porta, a despedida seria como qualquer outra, mas não fora: um último olhar e o beijo. Meus instintos tomaram conta da situação; o frenesi tomou posse dos dois. Rápido foi encontrar a cama, que serviu de palco para nossa apaixonada perfomance. O Dois transformou-se em Um. O torpor era o titeriteiro. O prazer, mútuo.
Quando, enfim, veio a lucidez, esta trouxe junto a iminência da separação. Mas agora a consciência havia me libertado para tomar meu rumo. O ofício de amante havia sido devidamente executado.
- A. Pacheco.

ei dé. esse tá lindo!
ResponderExcluirLindo mesmo.(2)
ResponderExcluirLindo André. Te superas a cada dia
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